Pirâmide de Dahshur

Sábado foi dia de iniciar a jornada pelas pirâmides. A primeira que eu conheci foi a pirâmide de Dahshur.

Para chegar até lá é preciso pegar uma rota bem no estilo roça mesmo, vários cachorros, bodes e burros (animal eqüino) no meio da rua. O trajeto mostra a forma de plantação local, as diferentes frutas que tem por aqui, e o clima também é bem diferente… parece mais leve para respirar. Não tem muito trânsito de carro, porque os turistas acabam não visitando essa pirâmide. Como muitos preferem ver só a principal, que é Giza, essa área fica bem vazia… levamos cerca de 45 min. de carro para chegar até lá.

Essa pirâmide fica no meio do deserto em um lugar bem alto. Eu estava no carro do meu guia turístico olhando pela janela e do nada acabou tudo, era só areia, só deserto, a cidade já era.

Fui vestida pensando que ia torrar no sol e morrer de calor, mas nada disso aconteceu. Nós chegamos lá por volta das 11h30 da manhã, então pela lógica estaria bem quente, mas não. Venta demais no deserto e é um vento super agradável. Não é algo que atrapalha, não levanta areia, não machuca, é friozinho e só venta em uma direção. Louco isso, né?

Em todas as pirâmides existe um local próprio para celebrar os deuses… peraí, acho melhor voltar… a finalidade de toda pirâmide é fazer com que o dono dela (só os faraós tinham pirâmides) tenha tudo o que ele precisa após sua morte pra passar a eternidade numa boa. Então é comum ter um lugar para celebração dos deuses da época, é algo próximo de um mini templo que ficam sempre localizados no centro da pirâmide do lado de fora… tem uma explicação pra isso que remete à canalização de energia através do sol, mas deixa isso pra outra hora. Na pirâmide de Dahshur foi o primeiro contato que eu tive com um lugar assim… é aberto, nada fechado, mas parece que é um lugar único. A acústica é diferente, apesar de ser uma construção de apenas 2 lados e o teto, não venta, é uma brisa muito suave… parece outro lugar no espaço. Engraçado isso, né?

O melhor de tudo: toda a parte histórica dessa pirâmide eu conheci sozinha, não tinha nenhum outro turista, não tinha barulho de ninguém tirando foto, fazendo selfie, nada… era só eu e o guia. Adorei.

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