A imigração

Quando estava me programando para a viagem, logicamente, procurei saber sobre visto. No site do Itamaraty dizia que eu precisava do visto prévio. O pessoal no Egito dizia que eu podia tirar no próprio aeroporto quando chegasse. Li alguns blogs que confirmavam que eu podia pegar o visto no aeroporto. Tentei contato por telefone e email no Brasil e ninguém me respondeu pra confirmar a informação. Foi aí que resolvi arriscar e viajei sem visto mesmo.

Olha a saga:

1)      Desci do avião e encontrei o primeiro banheiro decente desde que havia saído do Brasil.

2)      Fui em direção à placa que indicava a retirada de mala… achei estranho, né. Normalmente a mala vem depois da imigração, mas beleza. No meio do caminho tinha um tanto de gente parada numa mesa preenchendo alguma coisa. Perguntei se eu precisava preencher e me disseram que sim. OK. Era um formulário de dados de contato no Egito e problemas de saúde recentes. Entreguei o formulário para um rapaz do aeroporto e ele logo me apontou para um outro rapaz dizendo algo do tipo “é essa aqui, pode olhar”. Eu fiz cara de ué.

3)      O rapaz me puxou pra fora da muvuca e começou a fazer perguntas que normalmente seriam feitas na imigração. O que eu fazia ali, onde ia ficar, quanto dinheiro tinha, quando iria embora, etc. Ele foi um pouco grosso, mas até aí é normal. Respondi a todas as perguntas, mas sem saber pra quem estava respondendo. Ele estava sem uniforme e sem identificação. Bizarro, né? Ele pegou meu passaporte e falou “OK, welcome to Egypt”. Acho que esse era o cara que liberava o acesso, não?

4)      Logo saindo dessa área tinha vários guichês de bancos nacionais. Imaginei que fosse para troca de moeda, nunca passou pela minha cabeça que quem dá o visto é o banco. Mas aqui foi assim e eu só descobri depois de chegar 3x no policial da imigração de verdade. Fui no banco e perguntei o que o rapaz precisava para me dar o visto, a resposta dele foi em inglês “Só preciso de 25 dólares, mais nada”. Ele nem olhou meu passaporte e não fez pergunta nenhuma. Só me deu um papel e o troco do dinheiro. Bizarro, né?

5)      Depois disso tinha que preencher um formulário de dados pessoais, tipo uma repetição do passaporte. Só que eu não sabia disso. Fui no policial e ele me mandou voltar de novo. OK. Preenchi o treco e aí sim fui para a área oficial da imigração de novo. Agora estava tudo certo: formulário de saúde, visto, formulário de dados pessoais. Isso era o necessário para o policial olhar para o passaporte, olhar para a sua cara e te dar um carimbo de “Liberado”.

6)      Aí foi a hora de chegar na parte de pegar a mala. Lembra da primeira placa que eu comecei a seguir? Pois então, depois de fazer isso tudo aí eu consegui pegar a minha mala, que estava exatamente do jeito que saiu do Brasil.

7)      Com a mala em mãos era necessário passar pelo detector de metais. Última parte da liberação para saída do aeroporto. Mesma coisa do Brasil, eles selecionam algumas pessoas que precisam questionar, abrir a mala e tudo mais. Acha que eu fui selecionada? Claro que sim! Tudo o que podia ter acontecido de experiência , acredite, aconteceu. E é claro que a minha mala apitou. O rapaz perguntou se eu tinha algum medicamento e eu disse que sim. Questionou se era muita coisa… não, só remédio de rotina, dor de cabeça, estômago e tal. Olhou pra minha cara, deu um sorriso e falou “Welcome do Egypt”. E eu lá tentando entender o que era tudo aquilo.

8)      Nesse momento eu imaginei que já encontraria meu amigo, porque a saída tem uma área muito parecida com Guarulhos, como se fosse área de espera e encontro entre quem está no país e quem está chegando. Só que não. Apesar de ter até o nome que dá a entender que é ali que você encontra as pessoas, não, não era ali. Saí andando e vi outra porta, essa que dava acesso à rua mesmo e tinha um montão de gente lá com plaquinhas e tudo mais. Era ali, certo? Certo.

9)      Até chegar nessa porta umas 8 pessoas me abordaram perguntando se eu queria táxi. E não se contentavam só com um NÃO. Eu tinha que responder o motivo de não querer.

10)   Cheguei na porta, procurei e não encontrei quem deveria. Estava bem frio e resolvi voltar para dentro. O rapaz me parou e perguntou o que eu estava fazendo… oras! Estava voltando para esperar. A contra gosto, ele liberou. Esperei um pouco mais e percebi que aquelas pessoas não podiam entrar no aeroporto. Já era uma área pública, sem restrições, mas me parece que as empresas de táxi simplesmente não deixam ninguém entrar. Feio isso, né? Uma área de espera gigantesca que ninguém pode usar.

Depois disso tudo, encontrei meu amigo (que descobri que tem 2 (dois) gatos de estimação).

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