Workshop de professores

Hoje eu passei o dia assistindo a um workshop que falava sobre como ajudar os alunos a escrever melhor. Sabe aquelas redações de vestibular mesmo? É isso que os alunos daqui aprendem, narração, dissertação e descrição. Aqui é a mesma coisa, só que eles exigem que cada redação tenha 5 parágrafos, no mínimo.

A conferência era fechada para professores, mas eu consegui entrar camuflada com a ajuda da Macarena. Foi das 9h as 15h com café da manhã e almoço. O povo daqui insiste em chamar isso de almoço: salada de 4 ou 5 verduras diferentes, um molho no meio e pão com parmesão. Isso foi o almoço.

A moça que estava apresentando é texana, sotaque bem legal e muito simpática também. Ela já escreveu vários livros falando sobre alternativas para usar a mesma estrutura de escrita, mas de uma forma com que o aluno realmente consiga escrever mais do que o óbvio. A estrutura que eles usam também é a mesma coisa, introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de publicar as técnicas, ela publica as redações dos alunos como resultado final (ainda com erros de gramática e tudo o mais).

Ela ensinou umas técnicas e mostrou umas coisas que eu nunca vou esquecer. Ela conseguiu encontrar formas diferentes de ensinar essa mesma estrutura que não fosse assim:

– Óh, na introdução você apresenta o assunto, mas sem detalhar muito. No desenvolvimento, você coloca todos os detalhes, mas não esquece de dividir os parágrafos… faça 2 pelo menos. Na conclusão você resume tudo o que já falou e a sua redação estará pronta.

É isso que eu ouvia dos meus professores pelo menos. Nunca tive problema com redação, mas que eu acho uma balela, eu acho. Pra que raios você tem que dar um gostinho, detalhar tudo e repetir tudo de novo?? Acho esse lance de repetição um pé no saco e só serve para você aprender a falar a mesma coisa com palavras diferentes.

Uma das técnicas que ela ensinou tem um nome legal (não posso escrever aqui, por conta de direito autorais) e é super fácil para começar a escrever. Ela desenhou três quadrinhos em um papel e colocou um desenho em cada, pés e pernas de uma pessoa, olhos e pensamento. Daí ela definia o tema que, diz ela, tem que ser o mais específico possível, não pode ser “Fale sobre a influência de Macunaíma para a literatura brasileira”, mas tem que ser algo que o aluno consiga ver alguma relação com a própria vida, tipo “Fale sobre um momento na sua vida que se assemelhe com alguma ação de Macunaíma”. Feito isso, ela apontava para os quadrinhos com os desenhos e perguntava:

– (pés e pernas) Onde você estava quando esse momento aconteceu? Onde os seus pés estavam, exatamente?

– (olho) O que você viu naquele momento?

– (pensamento) O que você pensou sobre isso? O que você sentiu?

Através dessas perguntas, o aluno consegue formar 3 frases, no mínimo, e a partir dessas frases ele desenvolve uma narrativa. Mew, o resultado é muito legal. Até crianças de 7 anos de idade conseguem dar uma riqueza de detalhes grandioso para uma redação se eles seguirem esse método. Eu achei super legal.

Ela tem outras técnicas para dissertação, narração e descrição que são bem diferentes, mas não vou colocar aqui. Para os leitores que gostam de escrever (Gabi, Tais, Camila e Edilson), é uma ótima dica para vocês criarem os textos de vocês. Milena e Adriana, espero que seja útil em sala de aula.

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Luciana
    fev 09, 2010 @ 08:59:57

    Dicas legais!
    Vc pegou algum material?

    Responder

  2. Gabriela
    fev 10, 2010 @ 09:23:51

    Que legal! Gostei muito dessa técnica. Vou testá-la!

    Responder

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