Exposições

Depois do zoológico, a Sandra quis ir para o Festival Italiano também. E eu crente que ia para o apartamento, já estava cansada de andar e ficar ouvindo criança gritando e estava com fome também. Só queria vir pra casa, mais nada. Como quem dirige é ela, não tem outro jeito, nem ônibus dá pra pegar, porque não tem ônibus em lugar nenhum. Beleza.

Chegando lá, não tinha lugar para estacionar, só depois a gente descobriu que tinha que pagar 6 dólares para entrar. Lá dentro, paguei 3 dólares em uma garrafinha de água de 500ml, mew. E as comidas mais baratas custavam 4 dólares o potinho parecido com esses pequenos de comer sucrilhos! Nunca vi coisa tão cara. Saudade do Lar Emanuel e da Noite Italiana!

A Sandra também não gostou muito dessa idéia e do preço das coisas, mas os egípcios se encontraram com os outros egípcios lá e ficaram juntos. Daí ela encontrou com um amigo dela, que trabalha na ONG que eu falei aqui, ele nos levou para conhecer os museus gratuitos que tinha por ali. A festa era na University of Thomson e fica no Museum District. OK, aí eu fiquei p da vida. Como assim que eu pago 6 dólares só para entrar no lugar e sair de novo?! Pelo menos, museu seria melhor do que ficar lá.

Ele nos levou aos lugares que foram criados por uma mulher chamada Menil, uma francesa muito rica, acreditava na arte e comprava um monte de coisa bem sem noção. Tudo a partir de agora foi criado por essa mulher.

Fomos primeiro a uma capela ali perto, o amigo da Sandra, Bernie, disse que é um lugar usado para meditação, então não é de uma religião específica, por isso você encontra bancos e almofadinhas lá dentro. Daí você vai de acordo com a sua religião e tem livros de todas as religiões que acreditam em meditação também. Antes de entrar, ele nos avisou que não podia tirar foto e explicou que era um negócio meio estranho. A estrutura da capela é feita de 8 paredes e 4 delas tem quadros gigantescos todos com cor preta, verde, roxa e marrom, um negócio meio down. Não tem luz lá dentro, só um vidro redondo no centro do teto que deixa a luz do sol entrar. Daí ele disse que as pessoas que meditam ficam olhando para esses quadros e que elas veem figuras diferentes dependendo da luz do dia.

Ah, sinto muito, mas eu só vi preto, verde, roxo e marrom. Não tinha figura nenhuma lá não. Tinha um cara lá explicando os desenhos do quadro para outro cara, eu achei isso bem sem noção mesmo. Não vi nada lá, a Sandra também não, nem o Bernie e nem os egípcios.

DSC00672Saindo da capela, o Bernie nos mostrou essa árvore aí. Tinha um balanço todo vermelho nele, até a corda é vermelha e só jovens estão aí nessa foto. Ele disse que há 2 meses esse balanço apareceu aí nessa árvore e ninguém sabe quem colocou o bendito lá. Ele disse que esses balanços vermelhos estão aparecendo por todos os parques e árvores que tem algum tipo de arte de Menil. Mas ninguém sabe ao certo por que e quem está fazendo isso. Cada final de semana parece um balanço em um lugar diferente e tem gente de tudo quanto é lado vindo para ver esses balanços. Tinha até um ônibus de excursão aí nesse parque.

Depois nós fomos a um museu dessa mesma mulher. Ela comprou vários quadros de um pintor que ela gostou e colocou tudo lá dentro. Eu fiquei pasma quando vi os quadros. Sabe quando não tem nada pra fazer na aula e você começa a fazer desenhos no caderno, rabiscos, escreve umas coisas sem noção e tudo sem ordem nenhuma? Os quadros eram assim!! Tanto que eu pensei que qualquer pessoa podia pegar um lápis e escrever lá de tão zoado que era o negócio. E esses quadros valem fortunas hoje. Mew, sou artista também e não sabia! Eu sei fazer rabiscos. O pior: tinha um ”quadro” lá que era simplesmente uma parede inteira em branco e o título do ”quadro” era Unkown. Fala sério.

DSC00676Logo na saída da exposição, eu vi essa árvore linda com um banco embaixo. Não parece cena de filme? Fiquei ali sentada esperando a Sandra e o Bernie terminarem de ”apreciar” os quadros rabiscados.

Depois a gente foi seguindo para o outro museu e vimos uns garçons correndo e umas pessoas de preto também. O Bernie perguntou o que estava acontecendo e eles disseram que era a recepção de um casamento. Só que o detalhe é que a recepção era dentro do museu para onde a gente estava indo.

DSC00115Ficou ruim. Mas está vendo as cores nas paredes? Isso aí é parte do museu e faz parte de uma exibição. As mesas foram adaptadas para parecer que são um conjunto da exposição. Agora… faz ideia de quanto custa para fechar um museu com todas as exposições dentro, contratar esse povo todo com a banda lá no fundo só para fazer a recepção de um casamento?! Além disso, descobri que os noivos estam fazendo a cerimônia na igreja mais famosa de Houston e quem casa lá tem que pagar por hora para alugar a igreja. A gente entrou aí pensando que o museu estaria aberto, mas era só para o casamento mesmo, não vimos mais nada.

Daí a gente foi para o outro museu, que fica na parte de trás desse daí. E não é que eles também estavam arrumando o museu para a mesma recepção do casamento?! Os caras fizeram uma junção dos dois museus e a festa é lá. Tinha 4 ônibus só para levar os convidados da igreja até o museu. Peguei o telefone do povo que tava organizando, porque fica mais fácil para eu terminar o meu projeto do casamento. O restante das fotos desse tour está no álbum.

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Luciana Monteiro
    out 20, 2009 @ 09:04:05

    Um prato cheio para o seu trabalho heim?!?!?!

    Que passeio mais irado, cheio de surpresas, rsrsrsr.

    Responder

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